Carta de João Pulido Valente ao CMLP

João Pulido Valente

Carta ao CMLP

 

3/8/1966

Caros Amigos

Só agora tive oportunidade de contactar com vocês. Há aproximadamente um mês que fui transferido para Caxias. Durante esse tempo inteirei-me do comportamento perante a polícia de todos os camaradas presos, tendo actualmente um conhecimento profundo do comportamento dos camaradas mais responsáveis. Continuar a ler

Carta a CF – 3

Francisco Martins Rodrigues

Cartasa CF – 3

14/6/1989

Caro Amigo:

Obrigado pela sua boa carta. Creio que não tem dúvida de que a minha proposta para uma eventual colaboração sua na P.O. não teve outro objectivo do que animar o debate entre revolucionários, para tentarmos sair do impasse a que chegámos (não no terreno da acção de mascas mas no terreno dos programas politicos). Nós na P.O., pelo facto de nos considerarmos marxistas-leninistas, não pretendemos ter respostas feitas para a crise actual. Sabemos sim algumas perguntas a que é necessário encontrar resposta. Já ê alguma coisa…

No que se refere aos movimentos nos países de Leste, sou mais pessimista do que V. Acho que se enquadram num renascimento da democracia burguesa. Pode ser que daqui a uns anos dêem um salto e redescubram a luta pelo socialismo mas, para já…

Após receber a sua carta verifiquei que, por lapso, a encomenda com as revistas já tinha sido enviada para a sua morada. Recebeu-a? Aceite as minhas saudações

Cartas a LC (4)

Francisco Martins Rodrigues

Carta a LC – 4

23/8/1993

Caro Amigo:

Respondo com atraso à tua carta, mas espero que me desculpes. Não sabia que tinhas esse problema tão embrulhado das hérnias. Estás a passar melhor agora? Eu tenho estado bem, fora uns ataques periódicos de reumático. Só agora, no fim de Agosto, me estou a preparar para ir fazer umas pequenas férias, talvez para o Alentejo. Se a tua filha e o namorado dela passarem pela sede da revista, como dizes, correm o risco de bater com o nariz na porta. Mas nos primeiros dias de Setembro já cá estarei, para começarmos a preparar o próximo número da revista.

A nossa propaganda cá continua, mas os frutos vêem-se pouco. A burguesia arranjou uma máquina de comunicação (embrutecimento) social que esmaga tudo. Nas bancas de jornais, a nossa revista fica escondida no meio de montanhas de papel: modas, crime, pornografia, negócios – não dá hipótese. Tu sabes como é, que ai na Alemanha é bem pior. Tenho lido as notícias sobre a crise do desemprego que aí também está a chegar. Aqui fecham fábricas atrás de fábricas e a agricultura e a pesca estão de rastos. Não sei como conseguem ir arrumando os trabalhadores despedidos. Diz-se que lá para o fim do ano vai ser pior. O problema é que as pessoas não vêem nenhuma alternativa política. O PS defende o mesmo programa que o PSD quanto à Europa. Talvez, com a continuação da crise, aqueles que acreditavam que o capitalismo ia dar prosperidade para todos, comecem a abrir os olhos e a dar ouvidos à propaganda revolucionária.

Caro L, estimo as tuas melhoras e que a vida te corra bem. Um abraço

 

Cartas a FR – 1

 

Francisco Martins Rodrigues

Carta a FR (1)

19/9/1988

Caro Camarada R:

Na ausência momentânea do L, respondo à tua carta de 12/9, para não ficares a aguar­dar resposta.

(…) Quanto às verbas que tens enviado para a Solidariedade, têm sido devidamente registadas. Mas como houve interrupção das reuniões devido às férias, o próximo “Denúncia” só deve sair em Outubro e aí virão as verbas que falta mencio­nar.

Sobre a questão do ateísmo, julgo que há algumas pessoas interessadas (é o nosso caso na P.O.) mas a sobrecarga de trabalhos é já tão grande que não vejo que possamos para já dar ajuda. Seria preciso reunir mais pessoas interessadas, reunir materiais de propaganda, fazer um boletim, etc.

A minha visita ao Otelo está marcada para amanhã. Espero também quo um dia destes, ou eu ou o LGo possamos visitar-te aí (…), para conversarmos sobre os nossos tra­balhos.

Aceita um abraço e desejos de boa saúde

Carta a FR (2)

10/10/1988

Caro Camarada:

Em resposta à tua carta de 22/9, que agradeço: estive com o Otelo[i], gostei de ver que se mantém com o moral elevado, mas receio que ele esteja iludido sobre a boa vontade que julga haver de muitos sectores para resolver o caso das condenações. Ele diz sempre clara­mente que não aceita soluções individuais só para ele, o que é muito justo. Espero voltar a ter ocasião de o visitar brevemente.

Quanto à entrevista que referes no “Expresso”, li-a de facto e, embora não esteja por dentro dos assuntos que há entre os presos, acho que levanta questões sérias que devem ser ponderadas. Como deves calcular, a posição em que se colocam esses dois presos tem afinidades com as opiniões que a OCPO tem defendido na revista. Pessoalmente, acho que houve um erro de início na ideia arreigada de que Se poderia formar uma espécie de frente de pessoas de es­querda, sem definições ideológicas rigorosas. oou adepto da necessidade de constituir um partido comunista (não comodista), que possa ser como uma espécie de coluna vertebral de todo o imenso trabalho que é preciso fazer para uma revolução ter êxito. É natural que esta minha opinião se afaste muito do que tu defendes na actualidade, suponho. Mas isso não impede que troquemos ideias em busca do que a todos nós interessa alcançar. Aguardo com muito interesse a tua opinião sobre a nova série da “Política Operária”, que te será enviada na próxima segunda-feira.

Li a cópia da carta do VG. Como te disse antes, o terreno da propa­ganda ateísta é um dos que, quanto a mim, mais estão a precisar de intervenção organizada.

Sem darmos por isso, estamos já todos cobertos de teias de aranha e os tipos cada vez são mais arrogantes. Espero bem que em breve haja forças disponíveis para darmos una bofetada na cara dessa gente, acabando com o argumento (inventado pelo PCP) de que não se pode falar contra a religião para não ofender os católicos honestos. E eles podem ofender-nos a nós?

Até breve, espero. Um grande abraço

Carta a FR (3)

15/11/1988

Caro Camarada:

Desculpa só hoje responder às tuas cartas de 27/10 e 8/11, mas a preparação da nossa festa ocupou-nos todo o tempo. Felizmente correu tudo bem, foi um êxito, e espero que alargue a difusão da revista.

A “Denúncia”[ii] nº 9 deve ficar hoje aprovada e será rapidamente impressa. Tem demorado por causa das discussões sobre como devemos comentar as iniciativas e declarações recentes sobre o ca­so Otelo, que deves ter lido nos jornais. Está a haver uma manobra para resolver o caso Otelo à parte (declarações de Soares e Eanes, pedido de indulto do PCP). Inclusive vou agora escrever uma carta para o “Jornal” rectificando por terem posto o meu nome entre os apoiantes da “solução política” do caso.

Por tudo isto, não sei se as nossas opiniões sobre o assunto são coincidentes. Estamos a preparar um artigo da redacção criticando o caminho que as coisas levam. Em todo o caso, se quiseres escre­ver uma carta com as tuas opiniões, será certa­mente publicada no próximo número.

Por favor, escreve-me depois a contar o que pensa o Otelo destas jogadas e como vai impedir que sigam por diante. Uma declaração pública dele podia ter um efeito importante.

O Lgo não chegou a ir a Ovar e portanto não fez a entrega que lhe pediste. Es­tamos a pensar, ele ou eu, ir aí de novo em Dezembro. Depois escrevo-te.

Por hoje, é tudo. Até breve, um abraço deste camarada e amigo

Carta a FR (4)

12/12/1998

Caro Camarada:

Respondo mais uma vez a duas cartas tuas juntas, pelo que peço desculpa. A tua sugestão de irmos oS dois visitar o Otelo não me chegou a horas de eu te responder dentro do prazo. Como só vou ao apartado uma vez por semana, não dá para recados urgentes. Além disso, as declarações mais recentes dele (“O Jornal” e “Diário de Lisboa”) vieram ao encontro do que queríamos: ele rejeita mais uma vez claramente a oferta de in­dulto ou amnistia separada. Para já, fica cortada a manobra, mas os gajos decerto vão voltar ã carga.

Quanto às tuas sugestões para acordos com o Sampaio do PS, com gente do PC e formação dum mo­vimento de esquerda, seria preciso primeiro que os grupos de esquerda existentes chegassem a es­se acordo e tivessem objectivos comuns. Não pen­so que a situação seja essa; cada grupo está nu­ma fase de tentar definir-se e juntar forças e não se consegue por agora ir além de pequenas ac­ções em comum, como é o caso da SCR. Por nós, “P.O.”, ainda não nos sentimos capazes de grandes voos. Uma acção que já propusemos e que nos pa­rece possível seria uma candidatura conjunta da extrema-esquerda ao Parlamento Europeu. Aguarda­mos resposta dos outros grupos, que te parece a ideia? Seria possível mobilizar gente para apoiar essa candidatura? O objectivo não seria, claro, eleger nenhum deputado (o que é impossível na situação actual) mas aproveitar para fazer pro­paganda na televisão e na rádio e denunciar os grandes negócios da CEE. Que te parece?

Fui ao almoço da “Versus”, correu bem, e houve quem comentasse a tua ausência, haverá outras ocasiões para nos encontramos e deba­termos ideias. Continuo com o projecto de ir aí, mas tenho sido obrigado a adiar tudo quanto a deslocações porque a artrose está-me a atacar em força desde há mais de um mês.

Por hoje é tudo. Até breve e aceita um grande abraço deste camarada

Carta a FR (5)

21/3/1989

Camarada:

Respondo às tuas cartas de 8 e 16 do cor­rente, desejando-te melhor saúde. O Encontro de activistas teve mais de cem pessoas e correu bastante bem, tendo ficado decidida a constituição e legalização duma Frente da Esquerda Revolucio­nária, para intervir nas eleições do Parlamento europeu. Continuam as conversações com a FUP e o PSR para a eventualidade duma coligação, mas ain­da sem resultado. A UDP não respondeu, Se não houver acordo, iremos sozinhos, que remédio, o que importa é aproveitar para fazer propaganda das ideias revolucionárias. Quanto a candidatos, nada se adiantou por enquanto. Já sondei pessoas pró­ximas do Otelo que me dizem que ele não está in­teressado em ser candidato. Também sei que o PSR o visitou recentemente, talvez para o convidar, mas duvido que ele aceite.

Dei conhecimento aos camaradas da tua car­ta e desejam-te as melhoras e que possamos contar com o teu apoio na campanha que se vai iniciar. Vamos fazer um comício na Voz do Operário na noi­te de 24 de Abril, para apresentação pública da candidatura. Espero que nessa ocasião poderemos ter cá a tua presença. Também evidentemente teremos que estudar as possibilidades duma sessão aí (…), mesmo modesta, que dizes?

(…) Mando junto o texto do Apelo que foi aprovado no encontro. Vamos começar imediatamente a recolher assinaturas de apoio para depois divulgar em anúncios pagos na imprensa. Podemos contar com a tua colaboração? Trata-se de reco­lher nomes de personalidades mas também nomes de toda a gente que esteja de acordo e que se pode mobilizar para colaborar. Vamos também man­dar listas para recolha de fundos. Enfim, o car­ro está em andamento, vamos a ver se acelera.

Espero ver-te brevemente (deste vez é que cumpro) quando for ao Norte. Escrevo depois ou telefono a confirmar. Grande abraço e de­sejos das tuas melhoras.

Carta a FR (6)

1/4/1989

Caro Camarada:

Respondo è tua carta da 23/3, só para te confirmar que precisamos de mais assinaturas de apoio à PER, que poderiam ser trazidas quando viesses ao comício da Voz do Operário, dia 24 de Abril. Seria muito importante trazeres nesse dia uma delegação de (…) e apresentarem uma curta mensagem de apoio à candidatura, que dizes?

Está-se a reunir nomes para a lista de candidatos e desde já preciso que me digas se o teu nome pode ser incluído (nós da PO vamos propô-lo aos outros) e se deveria ser como indepen­dente. Quanto ao Otelo vai amanhã domingo uma pessoa falar com ele.

Peço também que me mandes dizer os nomes que vêm ilegíveis na lista que mandaste, porque pensamos divulgá-los em anúncio a publicar nos jornais. Sobretudo interessa o nome do dirigente do Sindicato dos Cerâmicos. Todos os nomes repre­sentativos que possas obter interessem, como com­preendes. Para já é tudo.

No dia 7 há uma sessão da SCR na Amadora pela Amnistia. Vai sair o “Denúncia”.

 Um abraço

Carta a FR (7)

8/5/1989

Caro Camarada:

Respondo às tuas cartas (em seguimento da nossa conversa telefónica. Recebemos as 4 listas de apoio, seria bom que viessem assim de outras partes. 0 comí­cio da Vos do Operário foi um pouco fraco mas correu bem. Vamos enviar-te materiais da FER para distribuição. Será possível organizar aí uma pequena sessão de esclarecimento? Haverá um almoço de apoio à candidatura em Lisboa a 3 de Julho, gostaríamos de contar com a tua presença e de mais alguém que viesse contigo.

0 comício de encerramento é a 16 Junho na Voz do Operário. O L estará aí contigo brevemente e poderá informar-te melhor sobre o andamento dos trabalhos. Envio-te a última P.O. e a lista dos candidatos.

Sobre o Otelo e companheiros, continua a arrastar-se a solução. Fizemos bas­tante barulho nas manifestações do 25 Abril e 12 de Maio, Vamos continuar a martelar com co­municados à imprensa. Um abraço

Carta a FR (8)

14/5/1989

Camarada:

Espero que estejas bem de saúde e que te­nhas recebido a minha carta de 8 do corrente, as­sim como a encomenda cora os manifestos. Corrigin­do o que te dizia nessa carta: o almoço que esta­va previsto para 3 de Junho foi antecipado para dia 28 de Maio domingo. Pretende-se transformá-lo numa acção de protesto contra a recuperação do bandido Salazar que por aí está a ser feita. Tentaremos obter cobertura na imprensa e rádio e prevê-se uma intervenção do Varela Gomes como re­sistente antifascista de longa data. Isto ainda torna mais importante a tua comparência. Pensas que será possível ultrapassar os teus problemas de deslocação? Diz-me alguma coisa, certo?

Fizemos uma queima dum boneco representan­do o fascista Blas Pinar, na Praça da Figueira, deu na televisão, rádio e alguns jornais, viste?

A tónica do antifascismo tem que ser bem martelada durante a campanha para despertar a juventu­de. Podes ter um papel nisso. Vamos também dar destaque aos dois presos políticos que entram na nossa lista, a HC e o DL.

Um abraço

Carta a FR (9)

14/6/1989

Caro Camarada:

Já terás conhecimento pela imprensa de mais informações sobre a nossa desistência. Receberás dentro de dias a PO 20, que expõe o caso em por­menor. Não foi de ânimo leve que chegámos a esta medida, porque sabíamos o descrédito que estes incidentes trazem à esquerda, mas não vimos outra alternativa em face da deslealdade total dos ra­pazes da LST. Não lançámos s público essa ques­tão para não entrar era “lavagem de roupa suja” mas quando um de nós aí for poderemos conversar. Segue comunicado de imprensa.

Recebi as tuas cartas e o cheque de 1.600$ e espero que este incidente não afecte a nossa colaboração. Hoje penso que foi um erro ter ten­tado esta coligação com gente que vê a política como uma brincadeira. Fica-me de emenda.

Um grande abraço e até breve

Carta a FR (10)

27/6/1989

Caro Camarada:

Respondo à tua carta de 15/6 e aproveito para saber se te faz jeito receberes-me aí no sá­bado dia 9 Julho ou na segunda dia 10, visto que terei que ir ao Norte e cumpria finalmente a pro­messa de te visitar para falarmos um bocado. Agora que já passou a trapalhada das eleições, que me deixou más recordações, poderemos falar de outras. Só é preciso que me digas o dia que te convém (…).

Houve anteontem aqui um jantar dos pre­sos, famílias e amigos com o Otelo. O S es­teve lá. Parece que o tom dos discursos foi um bocado pró-PS (falou o Edmundo Pedro), pelo menos para o meu gosto. Tu que sonhas com uma união da gente das esquerdas talvez te alegres. Mas eu com o PS, nem pintado. E com o PC também não. Enfim, coisas para debatermos.

Um grande abraço

Carta a FR (11)

1/8/1989

Caro Camarada:

Respondo às tuas cartas de 22/6 e 3/7 pe­dindo desculpe pelo atraso que já é habitual mas não é por mal… Espero que a tua saúde esteja boa. Infelizmente ainda não foi desta que te visitei, pois já tinha tudo marcado e à última hora telefonaram-me do Porto a adiar o encontro e ficou tudo suspenso. Quando tiver algo concreto telefo­no-te, mas só depois das férias com certeza.

(…) Quanto às nossas infelizes experiências eleitorais, vejo que consideras ter havido excesso de rigidez ou sectarismo da nossa parte. Não julgo isso mas só de viva voz poderemos trocar ideias sobre o assunto. O caso é que quando se juntam for­ças muito pequenas, a tendência ê para a desconfiança e o conflito. Penso que os da LST/ER foram muito pouco leais em tudo isto. Mas já lá vai. Te­mos que olhar para a frente. Um abraço

Carta a FR (12)

21/10/1989

Caro Camarada:

Só agora respondo à tua carta de 17/8, mas não é por desinteresse. Meteram-se pelo meio as férias e também os muitos trabalhos com a Po­lítica Operária, que não são só literários, mas também técnicos, enfim, tu sabes como é…

Mandei-te um exemplar como oferta e gostava de conhecer a tua opinião sobre o nº 21 da PO, em particular sobre o comunicado quanto à amnistia. Nós não estamos de maneira nenhuma desinteressa- dos do assunto, mas vemos que a opinião que domi­na entre os presos e os ex-presos, Carlos Antunes, etc., é no sentido de não fazer ondas, para não prejudicar uma lei da amnistia que acham que está para breve. Nós temos defendido a necessidade de uma manifestação, mas já nos acusaram de estar a prejudicar os presos e neste momento não vemos condições para agitar o problema como gostaríamos. (…)

Um abraço amigo

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[i] Na altura sob detenção na cadeia de Caxias. (Nota de AB).

[ii] Órgão da SCR (Solidariedade Contra a Repressão). (Nota de AB).

Cartas a AAF

 Francisco Martins Rodrigues

Carta a AAF (1)

23/3/1989

 Caro Camarada:

(…)

Realizou-se com êxito o Encontro de acti­vistas na Casa da Imprensa, com mais de cem presentes, e foi decidido avançar com a Frente da Esquerda Revolucionária para as eleições do Parlamento Europeu.

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A situação política – 1988

Francisco Martins Rodrigues

A situação política – 1988

Nestes últimos meses a conjuntura modificou-se. Para a burguesia portuguesa as perspectivas no campo externo não são boas. A mi­ragem de um “capitalismo popular” foi tragada pela iminência de uma no­va recessão da economia mundial. As teorias liberais mostraram-se inca­pazes de provocar um ascenso do capitalismo e é incerto o caminho que poderá tomar a actual crise internacional. Continuar a ler

Informe à 3ª Assembleia da OCPO

Francisco Martins Rodrigues

  1. Forças escassas, grandes tarefas

Desde a ruptura com o PC(R) tornou-se evidente a desproporção entre as metas que fixámos à OCPO e as forças reais de que dispú­nhamos: elaborar um programa comunista — mas com que prepara­ção teórica? ganhar raízes na vanguarda operária — mas onde estão os militantes capacitados para isso? fazer um largo trabalho de agitação e propaganda — mas que é dos meios técnicos e financeiros?

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