Novas lições da Revolução Russa (3)

Francisco Martins Rodrigues

(Elementos para uma plataforma comunista)

Terceira  parte

Staline

38. Andámos a defender Staline como o líder do proletariado mundial, não pode­mos agora escondê-lo debaixo do tapete. A desculpa de que Staline se limitou a ser o intérprete de determinadas condicões históricas é uma escapatória tão anti-marxista como a dos que atribuem o sentido da história ao livre arbítrio de indivíduos. É uma espécie de ‘culto da antipersonalidade’.

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Novas lições da Revolução Russa (2)

Francisco Martins Rodrigues

(Elementos para uma plataforma comunista)

Segunda  parte

A burocracia

17. Quando a corrente ML acabou por reconhecer que o poder soviético já no tempo de Staline estava corroído e desfigurado pela burocracia foi chocar, embora não o quisesse admitir, com as teses de Trotski sobre o ‘Estado operário burocraticamente degenerado’, sobre o ‘Termidor’ em que se afundara a revolução e sobre Staline como um Bonaparte reinando acima das classes.

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Novas lições da Revolução Russa (1)

Francisco Martins Rodrigues

Novas lições da Revolução Russa

(Elementos para uma plataforma comunista)

Primeira parte

 

Sair da corrente ML

1. O que nos falta para constituirmos uma corrente comunista internacional? Falta-nos fazer o enterro teórico do chamado “movimento ML”. Evidentemente. não temos que renegar a deslocação à esquerda que representou a luta anti- revisionista dos anos 60. Mas temos que pôr em causa o espírito de compromisso que presidiu a essa luta e a impediu de dar frutos. Continuar a ler

Política Operária – que futuro?

Francisco Martins Rodrigues

Recentemente, em reuniões da Direcção e da Redacção, retomou-se a discussão sobre o trabalho que temos vindo a realizar através da P. O. Chegou-se a algumas conclusões, havendo assim o interesse de alargar este debate a todos. Não se trata de fazermos hoje um balanço exaustivo às posições contidas em cada artigo saído na P. O. — trata-se sim de saber se temos evoluído como corrente de pensamento marxista, se existe hoje o perigo de ausência de perspectivas para o trabalho futuro.

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Restauração capitalista na China [i]

Não foi possível encontrar publicado este texto nem conseguimos datá-lo, e por isso pensamos ser inédito. Muito provavelmente, terá sido retido por FMR para posteriores melhoramentos. Parece ser aliás uma versão primitiva depois desdobrada em dois artigos publicados na Política Operária nº 103 de Jan-Fev de 2006: “A revolução chinesa nunca existou?”, assinado por FMR, e “A ‘restauração capitalista’ na China’, condensação por FMR do artigo de Yiching Wu na Montly Review.

Francisco Martins Rodrigues

Um novo volume sobre Mao, cheio de “revelações” apimentadas, está a vender-se como pãezinhos quentes (1). Para se fazer passar por obra séria, promete a “resposta definitiva para os enigmas da revolução chinesa”, desde as tragédias da Revolução Cultural aos mistérios do ódio de Mao a Liu Shao-chi. A mensagem final não corre o risco de surpreender ninguém: Mao não era bem igual a Hitler mas não lhe ficava longe; a revolução, eis a verdadeira origem de todas as desgraças e todos os crimes; “o comunismo nunca deu nem nunca dará certo em lado algum”.

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Correntes marxistas no século XX

Francisco Martins Rodrigues[1]

Neste breve panorama das correntes marxistas no século XX distjngo cjnco grandes correntes: social-democracia, bolchevismo, stalinismo, revisionismo e maoísmo. De passagem, farei referência a duas outras correntes que considero derivadas: o conselhismo e o trotskismo.

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