Segunda carta ao MLP (1)

Francisco Martins Rodrigues

– Respondemos à vossa carta de 6 de Janeiro, que nos deu grande satisfação e esperamos iniciar estreitas relações comunistas entre as nossas duas organizações, com vistas ao levantamento da corrente marxista-leninista internacional. Continuar a ler

A ruptura com o PCP em 1964-1965 (3)

Francisco Martins Rodrigues

A ruptura com o PCP em 1964-1965 (3)

Uma polémica não tão antiga: o reformismo é um beco sem saída

Quando insistimos em conceber a política como um método para ganhar as massas para a ideia do derrube da ordem burguesa, o que implica promover a hegemonia do proletariado pela crítica da pequena burguesia, e portanto combater o oportunismo nas fileiras revolucionárias, e portanto construir um partido capaz de se revolucionarizar permanentemente… suscitamos o escárnio dos representantes da “esquerda moderna”. Consideram a nossa concepção da política como “sectária”, como um “esquema que já não é do nosso tempo”, responsável pelas derrotas da esquerda no passado e cuja única função seria justificar “seitas de iluminados”. Continuar a ler

A ruptura com o PCP em 1964-1965 (2)

Francisco Martins Rodrigues

A ruptura com o PCP em 1964-1965 (2)

A saída do capitalismo só pode ser encontrada pelo proletariado

A crítica de 1964 pôs o dedo na ferida do reformismo que submetia o proletariado à burguesia liberal, em nome das exigências do antifascismo. Faltou-lhe muito, porém, para ser uma plataforma comunista coerente e essa falta esteve na origem dos problemas que levaram o movimento nascente dos marxistas-leninistas a desagregar-se, duas décadas mais tarde. Continuar a ler

A ruptura com o PCP em 1964-1965 (1)

Francisco Martins Rodrigues

A ruptura com o PCP em 1964-1965 (1)

Duas linhas opostas na luta contra a ditadura de Salazar

Este texto recupera um conjunto de artigos escritos quando do meu abandono do PCP cm 1963, já lá vão 40 anos. Editados no ano seguinte em Paris, na revista Revolução Popular, do Comité Marxista-Leninista Português (à excepção do primeiro, publicado cm panfleto nos finais de 1963), há muito esquecidos, tiveram contudo na altura, apesar da circulação reduzida, uma influência indiscutível nos meios mais radicalizados da resistência, sobretudo entre a juventude. Basicamente, abriram a discussão sobre qual deveria ser a política comunista para o derrubamento da ditadura fascista, quando o início das guerras coloniais anunciava a crise final desta.

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Redescobrir o comunismo

Francisco Martins Rodrigues

Redescobrir o comunismo

Nem todos os que acompanham o percurso desta revista estão satisfeitos com o trabalho realizado, longe disso. Segundo alguns,  a PO, depois de certos avanços iniciais, está a patinar, quase reduzida ao papel de agitação em torno dos problemas diários.

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Notas sobre a linha sindical

Francisco Martins Rodrigues

Notas sobre a linha sindical

  1. Objeções ao trabalho sindical dos comunistas

A política comunista face aos sindicatos deve ter em conta as trans­formações do último meio-século. Havia uma luta entre a corrente sindi­cal reformista e a corrente sindical revolucionária, animada pelos co­munistas. Agora há só uma disputa entre diversas correntes reformistas rivais, alinhadas em última análise com o imperialismo ocidental ou com o sociai-imperialismo soviético. Não existe corrente sindical revo­lucionária internacional.

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Relatório de actividade

Francisco Martins Rodrigues

Relatório de actividade

Este primeiro ano de vida da OCPO, só por si, representa uma vitória. Saímos do PC(R) pela esquerda e mantivemos o nosso espaço: pela primeira vez em Portugal, se lançou uma revista de debate e crítica marxista.

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Lettre sur le courant ML

Francisco Martins Rodrigues

Lettre sur le courant ML

Depuis notre constitution en tant que groupe indépendant il y a environ 18 mois, nous avons informé les partis ML des raisons de notre rupture avec le PC(R). Nous les avons sollicité pour en débattre et un échange de publications. Seul l’un d’entre eux nous a répondu. Continuar a ler

Mensagem aos partidos e organizações marxistas-leninistas

Francisco Martins Rodrigues

Lisboa, Junho de 1985

Ao constituir-se, a Organização Comunista “Política Operária” considera seu dever dirigir-se aos partidos e organizações marxistas-leninistas, para os informar sobre as condições em que surgiu e dos objectivos que pretende alcançar.

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