Informe à Assembleia de 1/7/1988

Francisco Martins Rodrigues

Estado da OCPO – Depois de uma primeira fase, em que nos concentrámos no trabalho ideológico e falhámos no projecto paralelo de uma corrente sindical em torno da “Tribuna Operária”, e de uma segunda fase (o úl­timo ano), em que fomos forçados a fechar-nos na empresa, as nossas forças encontram-se muito desgastadas.

Chegámos a um ponto em que a maioria dos camaradas está desmobilizada e descrente, a nossa ligação ao movimento operário é quase nula e, por falta de vida política, começam a faltar ideias novas para a redacção da PO. A nossa continuidade como grupo político parece duvidosa.

Há contudo condições para uma viragem:

12) a empresa foi salva graças ao trabalho de 5 camaradas (pagámos 3.000 contos num ano) e temos a partir de agora condições téc­nicas e financeiras favoráveis para um trabalho continuado de agitação e propaganda, sem depender de ninguém;

22) conseguimos através da SCR (Solidariedade Contra a Repressão) lançar acções públicas em torno de questões políticas, pela primeira vez desde que existimos; de­monstra-se que não estamos condenados a viver no nosso círculo fechado e que nada nos impede de intervir noutros campos;

3°) lançámos no 12 de Maio, só com as nossas forças, um manifesto sindical assinado, de muito maior significado do que o que tínhamos feito há dois anos em colaboração com os anarco-trotskistas;

42) começamos a ter frutos dos contactos internacionais; a recons­trução de uma corrente comunista será demorada mas existe um caminho.

A situação política também está a mudar. Depois da vitória esmagadora do PSD nas eleições, as ilusões da prosperidade com a direita e com a CEE desfazem-se; houve uma greve geral que obrigou a adiar o pacote la­boral; a crise do PCP, em desenvolvimento constante, se está a ser ca­pitalizada pelo PS, não deixa de abrir espaços novos para a disputa do movimento operário. Os campos políticos entraram em movimento e permi­tem novas partilhas de influências; com o escorregar do PCP para a di­reita e com o cretinismo oportunista da PC(R) e do PSR, pode criar-se uma situação favorável à implantação de uma esquerda revolucionária, mesmo que muito minoritária, mas que sirva de pólo para o futuro.

O problema é: o que vamos nós fazer para isso?

Nova série da PO – A PO foi desde início pensada como uma fórmula de compromisso entre a agitação e a propaganda, capaz de animar uma cor­rente de ideias comunistas e uma reanimação da vanguarda operária, mas não o conseguiu. Mesmo os operários politizados consideram-na demasiado “intelectual”. Tentámos resolver este problema com a edição da “Tribuna Operária” mas verificámos que era superior às nossas forças. Temos que procurar uma solução em que a revista e o trabalho operário se fundam e se ajudem mutuamente em vez de se contraporem.

Daqui surgiu a ideia da nova série da PO: passar de revista ideológica de crítica marxista, dirigida sobretudo a intelectuais, para uma revista-jornal, mais dirigida aos operários de vanguarda. Não temos ilusões de poder começar dum dia para o outro a fazer uma revista muito melhor, porque as nossas forças são limitadas. Trata-se de adaptar melhor a re­vista que fazemos aos operários: mais comentários curtos e polémicos, mais denúncias sobre as empresas, compressão do palavreado, preço mais baixo, apresentação mais atraente, mais ligeira.

Põe-se naturalmente a questão: e que fazemos dos grandes problemas teóricos e ideológicos necessários ao renascimento do marxismo e que até agora só aflorámos num ou noutro aspecto? A resposta que vemos pa­ra esta pergunta é esta: mesmo que tenhamos que marcar passo durante algum tempo nessas questões, não podemos hesitar em fazê-lo porque li­garmo-nos à luta política e económica é a condição para nos mantermos vivos. Só se sairmos do estreito círculo que somos actualmente e nos revitalizarmos na acção política poderemos amanhã desdobrar o nosso trabalho numa revista teórica e num jornal político.

De qualquer maneira, a proposta não é passar a uma PO meramente agitativa. Conservaremos uma secção de artigos de fundo. Apresentamos em anexo a maquete da nova PO.

Redacção – Este novo tipo de revista só pode ser feito se a redacção sair do gabinete. E preciso um contacto permanente com operários, não só para colher informações e cartas das empresas, mas para saber melhor de problemas políticos a que é preciso dar resposta.

A passagem à 2ª série deveria servir para actualizar o comité de re­dacção. 0 actual é teoricamente numeroso mas na prática está muito re­duzido. Para além disso, tem havido uma degradação crescente e falta de seriedade de vários camaradas quanto aos compromissos assumidos. Deveriam eliminar-se os nomes dos que abandonaram a redacção e esclarecer com vários outros se renovam ou não o compromisso de membros da redacção.

Para melhor funcionamento, deveria haver um comité restrito de 4 responsáveis de secções:

  • artigos de fundo, pequenas secções (…)
  • tribuna operária (…)
  • política nacional
  • política internacional

Este comité de 4 deveria reunir semanalmente, aprovar materiais, etc. 0 colectivo de redacção reuniria mensalmente, para programar cada número e debater os artigos principais.

Difusão – A passagem à nova série exige um esforço renovado de venda nas empresas, em que teremos que empenhar todos os membros da OCPO e uma rede de amigos. Algumas medidas previstas:

  • mobilizar todos os camaradas para fazerem venda militante (e distribuição dos suplementos gratuitos) à porta das empresas (uma vez por mês);
  • trabalhar para ter vendedores da PO em grandes empresas e bair­ros operários: STCP, Sorefame, Cel-Cat, Standard, Cometna, etc.

– prevendo que a nova PO passe a ser recusada em várias livrarias onde actualmente a colocamos, fazermos uma ofensiva junto de quiosques e bancas, na região de Lisboa, Setúbal, Porto;

  • preparar para Outubro, depois da saída do nº 16, uma festa do 3º aniversário;
  • fazer um cartaz para colar em Outubro, anunciando a nova série;
  • fazer uma campanha de assinaturas, com novas tabelas bastante mais baratas;
  • convocar para princípio de Setembro um encontro-piquenique com o maior número possível de colaboradores e amigos da PO para anunciar o que pretendemos fazer, pedir apoios, etc.;
  • reactivar a equipa de distribuição (Att).

 Trabalho operário – 0 nosso fracasso no trabalho operário não pode ser só atribuído ao facto de o modelo da PO não lhe estar adaptado, nem à ambição demasiada do projecto “Tribuna Operária” que não tive­mos força para sustentar. Houve uma fuga ao trabalho prático de apoio à luta nas empresas, encoberta sob grandes polémicas em torno da cri­se do movimento e da cisão sindical, planos irrealistas de criar uma rede de ligações à escala nacional, etc. As ligações concretas de que dispúnhamos à partida e que deveriam ser o eixo do nosso esforço têm sido desprezadas e ou se perderam ou vegetam. Não houve empenha­mento para acompanhar pontas operárias porque eram débeis e não se exploraram outras novas. Pomos incapazes de editar folhas de empresa.

Este nosso desprezo pelo trabalho operário não nos permitiu belis­car sequer a direcção do PCP sobre o movimento; não “roubámos” in­fluência ao PC(R), apesar da sua crise; e tem permitido aos grupos trotskistas manterem e até ampliarem ligações de empresa que devía­mos ter ganho para nós. (…)

Para este mau trabalho colectivo, contribuiu a quebra de Lll, que ficou desorientado e amolecido perante o falhanço da “Tribuna Operária” e não tem correspondido aos seus compromissos como funcionário da organização. Lll e Zcc, que também tinham um papel importante a desempenhar nesta frente, reduziram cada vez mais a sua intervenção e Lll aparece mesmo a desvincular-se de responsabilidades organizativas.

O relançamento do nosso trabalho operário tem que partir de uma ruptura com os falsos problemas de orientação que têm servido de cortina para a inacção. Opções como a criação de uma corrente sin­dical só poderão ser discutidas seriamente se erguermos primeiro uma rede de ligações, sem pretensões grandiosas, e começarmos a in­tervir em pequena escala em lutas de empresa, na luta contra o pa­cote laborai, acções contra o desemprego, etc. Só neste trabalho prático surgirão elementos para saber por onde avançar.

Algumas directivas imediatas:

  • o esforço central de Lll tem que estar na sua própria zona. Fa­zer um trabalho diário com as ligações, procurar alargá-las, tentar furar sobretudo na Sorefame. Prever a con­vocação de uma reunião para discutir a luta contra o pacote, a crise do PCP, a Perestroika, ;
  • levar a discussão que aqui estamos a ter aos camaradas do Por­to, ver como poderemos apoiar o seu trabalho na CT e que outras pontas podem furar;
  • discutir com o grupo de CCC uma colaboração mais estreita, re­tomando o trabalho conjunto que foi interrompido depois do fa­lhanço da Tribuna Operária;
  • insistir nos esforços que têm sido feitos em Almada para pôr a funcionar uma célula operária;
  • reunir com outros camaradas de Lisboa, para acompanhar as suas empresas;
  • ir regularmente a Sss, ver a possibilidade de Bbb fazer alguns contactos na província;
  • procurar ter camaradas presentes na reunião prevista com Ltt e expormos as nossas opiniões sobre o caminho da organização da classe operária.

Lições da SCR – A importância do trabalho feito na SCR nos últimos dois meses foi ter desmoronado a teoria da impotência que se tem generalizado entre nós. Demonstra-se que, mesmo sendo nós uma força in­significante e estando o campo da esquerda desagregado, não é impos­sível desencadear acções políticas.

  • podemos trazer centenas de pessoas a sessões, com o isco do espectáculo mas em que se põe gente em movimento contra a repressão;
  • podemos sair para a rua a protestar contra o militarismo e ser apoiados pela massa da população;
  • podemos fazer trabalho de frente com os grupos anarco-trotskistas, neutralizando a sua parlapatice oportunista e impondo uma di­nâmica de acção;
  • podemos romper o bloqueio da comunicação social e usar os jor­nais para divulgar as nossas iniciativas a toda a população.

0 estilo de Aaa na SCR deve ser estendido a outras frentes de trabalho: descobrir a acção prática que corresponde ao estado do movimento, ganhar as pessoas para a sua realização, lutar com obstinação para levar cada tarefa até ao fim.

Se a experiência-piloto da SCR for aplicada a outros campos, po­demos dentro de algum tempo estar a animar movimentos de massas con­tra o pacote laboral, contra o desemprego, contra a NATO, etc., dando início na prática à corrente de esquerda que muitos camaradas enca­ram como um sonho.

Futuro da SCR – Devemos ter claros os aspectos perigosos e negativos da SCR:

1º) Estando centrada na campanha pela amnistia aos presos polí­ticos, a SCR funciona inevitavelmente como motor de reanima­ção da corrente otelista-basista-guerrilheirista e retaguarda de apoio do guerrilheirismo europeu; podemos estar nós pró­prios a fazer reviver um oportunismo de “esquerda” que desvia muitos trabalhadores do comunismo revolucionário;

2º) A disposição capituladora da maioria dos presos pode vir a desaguar a qualquer momento numa saída negociada com o poder, o que lançaria o descrédito sobre a nossa campanha pela amnis­tia; estaríamos a servir de muleta para as negociações, como já aconteceu há anos no caso PRP;

3º) Se a OCPO não explorar o espaço da SCR para conduzir as suas próprias iniciativas locais, o nosso trabalho estará a servir para os grupos aliados alargarem a sua influência à nossa custa, como já está a acontecer.

Estes perigos não justificam que deixemos cair a SCR. Em qualquer outra frente de trabalho haverá perigos semelhantes, devido à nossa peque­nez e falta de dinamismo. O que é preciso é neutralizá-los por uma acção concertada:

  • reforçar o apoio aos presos em posições firmes, para tentar criar nas cadeias uma corrente contra a capitulação;
  • continuar a campanha permanente na PO contra o otelismo e a ideolo­gia basista-guerrilheirista, contra a teoria da “solução política” para o caso EUP/FP-25;
  • ligar a campanha pela amnistia mais à denúncia da reacção do que ao choradinho dos presos inocentes;
  • acentuar a intervenção da SCR e do “Denúncia” noutros aspectos da repressão: perseguição a sindicalistas, intervenções policiais nas ruas, despejos de moradores, etc.;
  • explorar com todos os camaradas (Amadora, Porto, Almada, Setúbal) a criação de núcleos locais da SCR, utilizar a SCR como instrumento para virar os camaradas para fora, abordando outros trabalhadores nas empresas e nos bairros, tornar a SCR uma tarefa de toda a OCPO.

Eleições Parlamento Europeu – Enquanto o movimento continuar em refluxo a intervenção nas eleições tem uma grande importância política. Nas elei­ções anteriores, a OCPO, sem força para se legalizar e ter uma intervenção própria, envolveu-se em negociações tardias com os grupos anarco-trotskistas, ficou entalada nas suas manobras e acabou por ver-se forçada a apelar à abstenção, isolando-se das massas. Esta incapacidade de inter­venção nas eleições contribuiu bastante para a perda de perspectivas de diversos camaradas, levando-os a afastar-se de nós ou a cair na apatia.

Para evitar que esta situação se repita no próximo ano, devemos defi­nir com a necessária antecedência uma táctica de participação nas eleições para o Parlamento Europeu através de uma frente de grupos à esquerda do PCP, UDP e PSR. A única maneira de formar esta frente sem ficarmos na dependência de ninguém será legalizarmos um “partido” formado por socie­dade entre os vários grupos e cujo único objectivo seria dar cobertura à apresentação de candidaturas nesta eleição e, se possível, noutras mais tarde.

As objecções que costumam surgir a esta perspectiva são:

  1. vamos desviar-nos das nossas tarefas centrais e envolver-nos numa corrida desgastante muito acima das nossas forças, contribuindo pa­ra espalhar o eleitoralismo;
  2. apareceremos envolvidos com trotskistas e FUPs, desacreditando pe­rante os operários a corrente que queremos propagar.

Estes inconvenientes são reais mas a alternativa – não concorrer – é pior ainda, porque nos deixa sem espaço político. Devemos ter em con­ta:

  • importância que pode ter para o nosso trabalho o direito de ante­na a candidatos que desmascarem a Europa dos capitalistas, apelem à luta operária, etc.;

– impedir que a UDP e o PSR apareçam como os únicos porta-vozes da corrente à esquerda do PCP;

  • evitar que a ER volte a cair nos braços do PCP e que a LST se li­gue ao PSR como nas últimas eleições;
  • uma candidatura da esquerda, mesmo coxa, será sempre preferível ao reforço do espaço do PCP, como tem acontecido.

Deveríamos iniciar a discussão com os grupos antes do fim do ano, apresentando-nos com as nossas forças mais consolidadas e com propostas concretas, de modo a termos a iniciativa na mão.

Eleições para as autarquias – Surgiu em Lisboa e Setúbal a possibilida­de de se formarem listas independentes em freguesias, para as eleições de 89. Outras possibilidades surgirão se as procurarmos. Devemos começar desde já a apoiar a formação dessas listas, adaptando-nos às suas limi­tações políticas localistas e pondo apenas como condição para o nosso apoio: que sejam claramente dirigidas contra a direita e o governo; que sejam independentes do PS e do PCP.

Embora sejam sempre preferíveis listas de cidadãos independentes, poderiam surgir casos em que apoiássemos listas LST, FUP, PSR, UDP, desde que isso nos desse alguma vantagem política.

Comité anti-NATO – A ausência total de agitação contra a NATO é um dos aspectos do enorme atraso político do movimento de massas no nosso país, em contraste com o que se passa por exemplo em Espanha. Abrir uma cam­panha de acções de rua contra a NATO é uma tarefa urgente para que uma corrente de autêntica esquerda revolucionária comece a ganhar contornos.

Não dispondo nós de forças para nos lançarmos de imediato a esta ta­refa, devemos para já usar a SCR para atacar o militarismo (como no ca­so dos Comandos), com vista a preparar terreno para o lançamento, logo que possível, de um comité unitário contra a NATO.

,Internacional – A um ritmo muito lento, os nossos contactos interna­cionais têm progredido:

  • trocamos publicações e correspondência com 10 organizações ML de 8 países;
  • tivemos um encontro com um camarada espanhol e temos previstos encontros com o PCiii e o PCvvv;
  • está em curso a tradução em francês do “Anti-Dimitrov” e artigos da PO têm sido publicados em jornais estrangeiros.

Apesar da nossa pequenez e dos problemas que atravessamos, não devemos perder de vista que temos um papel a desempenhar na criação de um núcleo internacional comunista revolucionário. O que está em jogo, tal como no plano nacional, é saber se a nova corrente consegue coesionar-se e tornar-se um pólo de atracção ou se é desagregada sob a pressão dos revisionistas, trotskistas e centristas albaneses. (…)

Vida interna – As dificuldades do nosso percurso nos 3 anos que já levamos de existência (prioridade ao trabalho ideológico, montagem e viabilização do aparelho técnico) fizeram-nos perder vários cama­radas e degradaram seriamente a militância nas nossas fileiras. Poderíamos estar muito mais avançados se o grosso do trabalho não recaísse se sobre meia dúzia de camaradas, perante a falta de entusiasmo ou mesmo a indiferença dos restantes.

A perda de espírito revolucionário discutida na 3ª Assembleia agrava-se de tal maneira que os progressos conseguidos nos últimos meses, em vez de reanimar os camaradas em crise, parecem alarmá-los, por ameaçar o seu acomodamento. Reagem com uma lógica viciada a tudo o que indique possibilidades de acção: houve uma greve geral? Pois sim, mas foi uma derrota. Tocámos centenas de pessoas com a SCR? Mas é só pequena burguesia folclórica. Conseguimos 50 assinaturas para o manifesto sindical? Mas isso não mudou nada. Lutar pela Amnistia é “uma direitada”. Transformar a PO é “desistir da luta ideológica”. Etc. Parece que apostaram em não se deixar comover. Defendem o seu direito a retirar-se da acção militante ou a reduzi-la a um mínimo simbólico.

Temos que concluir que a componente direitista na nossa ruptura com o PC(R), que já detectámos há 3 anos, é mais vasta do que pensá­vamos. A maioria dos camaradas saiu do PC(R), de facto, com uma di­nâmica de abandono da luta comunista, que se revela perante os obstáculos.

Devemos reagir a esta pressão capituladora sem pânico mas também sem espírito de conciliação. Não pretendemos sanear ninguém mas re­cusamos deixar-nos arrastar pelos que se afogam. Devemos apelar mais uma vez a cada membro da OCPO para que ocupe o seu lugar nas tarefas que temos pela frente, fazendo-lhes ver que os argumentos com que justificam a inacção encobrem a rendição ao inimigo de classe.

Algumas medidas para a melhoria da nossa vida interna:

  • imprimir um funcionamento mais regular à direcção, com maior responsabilização de Lll e Att, e com a participação, sempre que possível, dos outros camaradas mais activos;
  • combater o ambiente de liberalismo e desresponsabilização, controlando a execução das tarefas distribuídas a cada camarada;
  • fazer reuniões gerais em Lisboa com maior frequência, para im­pulsionar o andamento do trabalho nas diversas frentes;
  • activar a discussão com o grupo CCC, tendo em vista a sua in­tegração na organização.

Informe de FMR à Assembleia Extraordinária de 1/7/1988

(As reticências entre parêntesis, nomes, siglas e designações alterados, etc. correspondem a cortes no texto da responsabilidade de Ana Barradas para proteger identidades, agrupamentos políticos, e/ou acções políticas.)